Religião e Costumes
Cerca de 90% dos egípcios são da religião muçulmana sunita, menos de 1% muçulmana xiitas e 8% são cristãos. A população cristã egípcia habita sobretudo no sul do país e nas cidades do Cairo e de Alexandria. A maioria destes cristãos pertencem à Igreja Ortodoxa Copta. Outras comunidades cristãs presentes no país são a armênia apostólica, a católica, a grega ortodoxa e a síria ortodoxa. Os protestantes incluem dezesseis denominações. As Testemunhas de Jeová e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, embora presentes no território, não são reconhecidas pelo Estado.





ISLAMISMO
Islamismo ou Islã é uma doutrina do monoteísmo embasada pelos ensinamentos do Alcorão, livro sagrado com as revelações de Alá (Deus). Criada pelo profeta Maomé, a religião prega a crença nos anjos e no fatalismo, isto é, no dia do julgamento final. Estima-se que, atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas são seguidoras do Islamismo (muçulmanas) no mundo. Até o final do século XXI a religião pode superar o Cristianismo em número de adeptos.
Segundo a tradição islâmica, Maomé, por volta dos 40 anos, recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe trouxe mensagens de Deus e instituindo-o como o último profeta. A partir desse momento, ele passou a propagar as revelações e a crença em um único Deus pelas ruas de Meca. O profeta dizia que aqueles que seguissem às leis do Alcorão iriam para o paraíso, já os outros seriam punidos no inferno.
Perseguidos em Meca, Maomé e seus seguidores fugiram para Medina, lugar que abrigou a primeira comunidade islâmica da Ásia. Essa migração forçada, conhecida como Hégira, deu início ao calendário muçulmano.
O profeta Maomé morreu em 632, após reunir toda a Península Arábica em torno do Islamismo e ter se tornado um dos principais líderes religiosos da história.
Uma das principais leis sagradas do Islamismo é a Sharia, que significa o caminho que os muçulmanos devem buscar para entrar em sintonia com Deus. Para isso, os seguidores devem realizar os Cinco Pilares – práticas religiosas voltadas para o desenvolvimento do senso de submissão a Deus.
São elas:
Profissão de Fé: a crença em apenas um deus e no profeta Maomé.
Preces Rituais: os muçulmanos devem realizar cinco orações diárias (manhã, meio dia, à tarde, início da noite e antes de dormir), de forma coletiva nas mesquitas ou individualmente, contanto que esteja em direção à Meca.
Doações: contribuição anual dada pelos mais ricos, chamada de Zakat.
Jejum: na época do Ramadã (nono mês do calendário islâmico), os mulçumanos jejuam durante o dia, exceto crianças, doentes e idosos. O consumo de alimentos e bebidas é liberado ao anoitecer.
Peregrinação: Pelo menos uma vez na vida os muçulmanos devem peregrinar até Meca (Hadj) – Arábia Saudita. Na terra de Maomé, há o compromisso de circular sete vezes em volta da pedra negra, Caaba, localizada no saguão da Mesquita de Al-Haram.
SÍMBOLOS ISLÂMICOS
Alcorão ou Corão: Livro sagrado que reúne as revelações de Deus para Maomé. É escrito em árabe e dividido em 114 capítulos. De acordo com a crença islâmica, o profeta passou 23 anos recebendo mensagens e visões de Alá. Com isso, após captar os ensinamentos divino, ele se reunia com seus seguidores e reproduzia tudo que Deus teria dito. Os adeptos tinham a função de registrar essas mensagens.
Lua Crescente com estrela: é chamada de hilal em árabe. Considerado o símbolo mais popular do Islã, a lua crescente com estrela caracteriza a dignidade, soberania e a renovação da vida e natureza. Serve também como referência ao calendário lunar, que antes era intensamente utilizado pelos povos árabes. Além disso, a estrela que fica junto da lua representa os cinco pilares da doutrina: fé, oração, doação, jejum e peregrinação.
Mão de Fátima ou Hamsá: indica os cinco pilares do Islamismo, mesmo às vezes não sendo associado à religião. Fátima era uma das filhas de Maomé, que de tão honrada e bondosa, não mostrava nenhum pecado. Ela serve de inspiração para as mulheres que buscam a rendição dos seus pecados.
Zulfiqar: É tida como a espada de Maomé, apontando os caminhos do certo e o do errado. Sua figura aparece nas bandeiras que fazem referência à doutrina muçulmana. Configura as ideias de força, heroísmo e perseverança diante dos dilemas da vida. De acordo com a fé islâmica, em algum momento Maomé transferiu a zulfiqar para seu primo e futuro sucessor Ali.
Subha: Assim como o terço católico, o subha é um suporte físico para as orações. Ela tem 99 contas e em cada uma delas é pronunciado um dos nomes de Deus. Na conta de número cem, os seguidores da crença islâmica chamam pelo nome de Alá de forma cantada.